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 C U B A

Havana. 30 de Janeiro, de 2012

PRIMEIRA CONFERÊNCIA NACIONAL DO PARTIDO
COMUNISTA DE CUBA

Profundo processo democrático
Assim qualificou o primeiro-secretário do Comitê Central do PCC, Raúl Castro, o debate acontecido desde a participação popular na discussão das Diretrizes aprovadas no 6º Congresso até as amplas e intensas análises desta Primeira Conferência da organização

"OS objetivos aprovados aqui foram discutidos no país todo, com um profundo espírito democrático", ressaltou o primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), general-de-exército Raúl Castro Ruz na sessão de encerramento da Primeira Conferência Nacional da organização política, efetuada no domingo 29, no Palácio das Convenções de Havana.

O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros destacou, também, o amplo intercâmbio de critérios que caracterizou o trabalho nas comissões, durante o primeiro dia do evento. E recalcou, não obstante, que o principal desafio não está no acordado, mas sim em como será implementado.

Com a condução do segundo-secretário do Partido, José Ramón Machado Ventura, os delegados aprovaram, pelo voto unânime, os ditames apresentados pelas quatro comissões, e adotaram o acordo de facultar o Comitê Central do Partido, no período do presente mandato, para cooptar até 20% do número de seus integrantes aprovados pelo 6º Congresso.

Na Comissão nº 1, que tratou sobre o funcionamento, métodos e estilo de trabalho do Partido, debateu-se acerca da importância de concentrar o trabalho da militância na implementação das Diretrizes da Política Econômica e Social; o fortalecimento das ações contra a indisciplina social, as ilegalidades, a corrupção e outras condutas negativas; assim como a exigência da devida atenção a todas as opiniões dos cidadãos em qualquer palco.

Por sua parte, a Comissão nº 2, dedicada ao trabalho político e ideológico, tratou, entre outros assuntos essenciais, do fortalecimento da unidade nacional em torno ao Partido e a Revolução, para o qual se torna imprescindível estreitar o vínculo permanente com as massas e fortalecer o trabalho pessoa a pessoa, com formas criativas, assim como acrescentar a participação consciente, protagônica e transformadora do povo na implementação das Diretrizes da Política Econômica e Social.

Que a política de promoção de dirigentes seja melhor reflexo da sociedade cubana, sempre sobre a base do mérito e dos resultados; a promoção progressiva e constante de mulheres, negros, mestiços e jovens nos cargos de direção, e a necessidade de renová-los paulatinamente e definir os limites de permanência neles, foram alguns dos assuntos amplamente debatidos na Comissão No. 3, dedicada à política de promoção dos dirigentes.

Mais de 65.380 propostas recebeu o capítulo 4 do documento base a esta Primeira Conferência Nacional, dedicado ao relacionamento do Partido com a União dos Jovens Comunistas e as organizações de massas, o que gerou que, dos 17 objetivos previstos, 16 deles fossem reformulados. Os números bastariam para ilustrar com suficiente nitidez o caráter democrático e amplamente participativo do processo. Porém, vão ainda mais longe. E é que este segmento da Conferência tocou o estratégico tema da continuidade da Revolução, que se sustenta justamente no vínculo do Partido com a Juventude e as organizações de massas, no qual se centraram muitas das intervenções.

Ainda, foi aprovada a Resolução final desta Primeira Conferência que, lida pelo funcionário do Bureau Político Miguel Díaz-Canel Bermúdez, sintetizou os aspectos fundamentais que nortearão o trabalho da organização política.

O documento atualiza os conceitos básicos que caracterizarão as relações do PCC com a União dos Jovens Comunistas e com as organizações de massas e define as ações para eliminar a tendência do Partido de substituir funções e decisões que cabem ao Estado, ao governo e às instituições administrativas.

Durante a abertura da Conferência, o segundo-secretário do Comitê Central do PCC, José Ramón Machado Ventura, advogou a trabalhar com maior responsabilidade e olhando para o futuro. E reafirmou a necessidade de despojar-se de esquemas mentais obsoletos, com o propósito de fortalecer o trabalho do Partido.

"Não se trata de uma tarefa conjuntural, disse, mas sim algo que deve constituir parte essencial e permanente da atuação dos militantes, como garantia de que a agrupação partidária sempre estará à altura dos desafios de cada momento histórico".

"Resumir as opiniões e critérios emitidos nos debates dos militantes, tornar possível que se transformem em objetivos de trabalho e garantir o cumprimento dos acordos do 6º Congresso do PCC, especialmente das Diretrizes da Política Econômica e Social, constituem missões desta Conferência", assegurou.

Machado Ventura garantiu que ainda resta muito por fazer, e informou que este encontro foi precedido pela análise profunda do documento base, publicado em outubro de 2011, discutido por militantes do Partido e da União dos Jovens Comunistas.

O ato inaugural foi dedicado ao 159º aniversário do natalício do Apóstolo José Martí, baluarte do processo revolucionário desde seus inícios e reconhecido pelo comandante-em-chefe Fidel Castro, como autor intelectual do ataque ao quartel Moncada, em 26 de julho de 1953.

A Conferência foi convocada pelo 6º Congresso do Partido, efetuado em abril do ano passado.
 

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