Assim
qualificou o primeiro-secretário do Comitê Central
do PCC, Raúl Castro, o debate acontecido desde a
participação popular na discussão das Diretrizes
aprovadas no 6º Congresso até as amplas e intensas
análises desta Primeira Conferência da organização
"OS objetivos aprovados aqui foram
discutidos no país todo, com um profundo espírito
democrático", ressaltou o primeiro-secretário do
Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC),
general-de-exército Raúl Castro Ruz na sessão de
encerramento da Primeira Conferência Nacional da
organização política, efetuada no domingo 29, no
Palácio das Convenções de Havana.
O presidente dos Conselhos de Estado
e de Ministros destacou, também, o amplo intercâmbio
de critérios que caracterizou o trabalho nas
comissões, durante o primeiro dia do evento. E
recalcou, não obstante, que o principal desafio não
está no acordado, mas sim em como será implementado.
Com a condução do segundo-secretário
do Partido, José Ramón Machado Ventura, os delegados
aprovaram, pelo voto unânime, os ditames
apresentados pelas quatro comissões, e adotaram o
acordo de facultar o Comitê Central do Partido, no
período do presente mandato, para cooptar até 20% do
número de seus integrantes aprovados pelo 6º
Congresso.
Na Comissão nº 1, que tratou sobre o
funcionamento, métodos e estilo de trabalho do
Partido, debateu-se acerca da importância de
concentrar o trabalho da militância na implementação
das Diretrizes da Política Econômica e Social; o
fortalecimento das ações contra a indisciplina
social, as ilegalidades, a corrupção e outras
condutas negativas; assim como a exigência da devida
atenção a todas as opiniões dos cidadãos em qualquer
palco.
Por sua parte, a Comissão nº 2,
dedicada ao trabalho político e ideológico, tratou,
entre outros assuntos essenciais, do fortalecimento
da unidade nacional em torno ao Partido e a
Revolução, para o qual se torna imprescindível
estreitar o vínculo permanente com as massas e
fortalecer o trabalho pessoa a pessoa, com formas
criativas, assim como acrescentar a participação
consciente, protagônica e transformadora do povo na
implementação das Diretrizes da Política Econômica e
Social.
Que a política de promoção de
dirigentes seja melhor reflexo da sociedade cubana,
sempre sobre a base do mérito e dos resultados; a
promoção progressiva e constante de mulheres,
negros, mestiços e jovens nos cargos de direção, e a
necessidade de renová-los paulatinamente e definir
os limites de permanência neles, foram alguns dos
assuntos amplamente debatidos na Comissão No. 3,
dedicada à política de promoção dos dirigentes.
Mais de 65.380 propostas recebeu o
capítulo 4 do documento base a esta Primeira
Conferência Nacional, dedicado ao relacionamento do
Partido com a União dos Jovens Comunistas e as
organizações de massas, o que gerou que, dos 17
objetivos previstos, 16 deles fossem reformulados.
Os números bastariam para ilustrar com suficiente
nitidez o caráter democrático e amplamente
participativo do processo. Porém, vão ainda mais
longe. E é que este segmento da Conferência tocou o
estratégico tema da continuidade da Revolução, que
se sustenta justamente no vínculo do Partido com a
Juventude e as organizações de massas, no qual se
centraram muitas das intervenções.
Ainda, foi aprovada a Resolução
final desta Primeira Conferência que, lida pelo
funcionário do Bureau Político Miguel Díaz-Canel
Bermúdez, sintetizou os aspectos fundamentais que
nortearão o trabalho da organização política.
O documento atualiza os conceitos
básicos que caracterizarão as relações do PCC com a
União dos Jovens Comunistas e com as organizações de
massas e define as ações para eliminar a tendência
do Partido de substituir funções e decisões que
cabem ao Estado, ao governo e às instituições
administrativas.
Durante a abertura da Conferência, o
segundo-secretário do Comitê Central do PCC, José
Ramón Machado Ventura, advogou a trabalhar com maior
responsabilidade e olhando para o futuro. E
reafirmou a necessidade de despojar-se de esquemas
mentais obsoletos, com o propósito de fortalecer o
trabalho do Partido.
"Não se trata de uma tarefa
conjuntural, disse, mas sim algo que deve constituir
parte essencial e permanente da atuação dos
militantes, como garantia de que a agrupação
partidária sempre estará à altura dos desafios de
cada momento histórico".
"Resumir as opiniões e critérios
emitidos nos debates dos militantes, tornar possível
que se transformem em objetivos de trabalho e
garantir o cumprimento dos acordos do 6º Congresso
do PCC, especialmente das Diretrizes da Política
Econômica e Social, constituem missões desta
Conferência", assegurou.
Machado Ventura garantiu que ainda
resta muito por fazer, e informou que este encontro
foi precedido pela análise profunda do documento
base, publicado em outubro de 2011, discutido por
militantes do Partido e da União dos Jovens
Comunistas.
O ato inaugural foi dedicado ao 159º
aniversário do natalício do Apóstolo José Martí,
baluarte do processo revolucionário desde seus
inícios e reconhecido pelo comandante-em-chefe Fidel
Castro, como autor intelectual do ataque ao quartel
Moncada, em 26 de julho de 1953.
A Conferência foi convocada pelo 6º
Congresso do Partido, efetuado em abril do ano
passado.