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Vazio virulento

Réplica do representante permanente alterno dos Estados Unidos na ONU, Peter Burleigh

Obrigado, Sr. Presidente.

Sr. Presidente:

Peter BurleighNesta manhã, o chanceler Sr. Pérez Roque continuou o tradicional ataque verbal de Cuba aos Estados Unidos. Se bem que isto não é surpreendente, nem sequer inesperado, sinto-me obrigado a responder, pelo menos, algumas das imputações falsas, exagerações infames e erradas concepções sobre os Estados Unidos e a política do meu governo, feitas no discurso do Ministro.

Primeiramente, rejeitamos a idéia de que a decisão que uma nação soberana tem de restringir aos seus cidadãos certas formas de comércio com outro país possa ser qualificada de genocídio. Nosso embargo comercial contra Cuba tem como objetivo manter a pressão sobre o governo cubano para que observe as normas reconhecidas do direito internacional e ponha em prática uma democracia pluralista.

A política norte-americana está clara: chegar ao povo cubano e dar-lhe esperanças sem fortalecer um governo que nega ao seu próprio povo alternativas econômicas e políticas e que não respeita os direitos humanos fundamentais.

Sejamos sinceros. O fracasso da economia cubana deve-se à péssima administração econômica do governo cubano, não ao embargo dos Estados Unidos.

Segundo, é falso afirmar que os EUA proibiram a venda de medicamentos e recursos médicos a Cuba. Tais vendas foram autorizadas durante muito tempo e são nomeadamente permitidas pelas leis norte-americanas.

O meu governo tem dado passos para simplificar a venda desses produtos e está confirmada un número de entregas.

São as próprias decisões políticas do governo cubano as responsáveis do inadequado atendimento à saúde que os cidadãos comuns cubanos recebem.

Em uma sociedade democrática, um governo livremente eleito é responsável perante seu povo das políticas econômicas e dos direitos humanos que aplica. O respeito aos direitos humanos, as mudanças democráticas e o governo do povo -- não por cima do povo -- são a pedra fulcral da prosperidade e do desenvolvimento econômico. O governo cubano continua culpando outros pelos seus erros, enquanto o povo de Cuba é quem paga o preço.

Nós e muitos outros nesta sala compartilhamos nossa fé em uma solução simples aos problemas de Cuba. Nosso conselho ao governo cubano é que comece agora o processo de mudanças democráticas e reformas econômicas, e ouça o apelo internacional de respeitar os direitos e liberdades humanas fundamentais.

Rogamos ao governo cubano que ponha fim ao embargo contra a liberdade no seu próprio país.

Obrigado, Sr. Presidente.


        INTERVENÇÃO DO MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DE CUBA NO 54º PERÍODO DE SESSÕES
        DA ASSEMBLÉIA GERAL DAS NAÇÕES UNIDAS

         Contra-réplica de Hassan Pérez na 5ª Assembléia da ONU


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