Representante da
ONU no Haiti
elogia cooperadores cubanos
Victor M. Carriba
NAÇÕES UNIDAS, (PL). — O chefe da Missão
de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah),
Edmond Mulet, qualificou, em 9 de março, de
extraordinário o trabalho dos médicos cubanos nesse
país caribenho, assolado por um terremoto.
"Esses
profissionais trabalham em todos os cantos do Haiti,
numa forma extraordinária, com entrega e amor e
muitas vezes em condições difíceis, realmente
terríveis", disse o funcionário em declarações
exclusivas à Prensa Latina, na sede da ONU.
"Apesar da situação, eles estão aí,
comprometidos, esforçando-se numa forma realmente
admirável", acrescentou.
Quanto à atividade do contingente cubano, Mulet
ressaltou que se trata duma presença e duma
solidariedade manifestadas há anos.
Explicou que o mandato da Minustah não abrange o
tema médico, mas que essa missão mantém relações
cordiais com os médicos de Cuba, que, apontou, "são
autossuficientes e fazem seu trabalho".
Na hora do sismo, uns 400 cubanos trabalhavam no
setor da Saúde no Haiti, número que atualmente é de
1.500 atualmente, incluindo haitianos que estudavam
medicina em Cuba.
O contingente também conta com profissionais de
22 nações da América Latina e do Caribe e sete dos
Estados Unidos, formados na Escola Latino-Americana
de Medicina em Cuba.