Piñera declara
estado de catástrofe em centro do Chile e suspende
atos de investidura
●Forte réplica de 7,2 graus em
Rancagua
VALPARAÍSO, Chile. — O presidente chileno,
Sebastián Piñera, na quinta-feira 11 de março,
decretou estado de catástrofe na região de O'Higgins
(centro), após a forte réplica de 7,2 graus que
sacudiu a essa nação e gerou alarme durante sua
investidura como chefe de Estado.
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Presidentes
latino-americanos assistentes à transmissão do
comando presidencial no Chile olham a cúpula
do prédio do Parlamento durante a réplica
sísmica da quinta-feira, dia 11. |
Sete presidentes e outros convidados
internacionais esperavam a Piñera na sede do
Parlamento, onde a primeira hora prestaram juramento
os novos deputados e senadores do Poder Legislativo
do Chile. Pouco antes do começo da cerimônia,
convidados nacionais e estrangeiros sentiram o
primeiro e mais intenso dos 12 sismos que afetaram a
zona centro-sul do Chile.
O príncipe de Astúrias, Felipe de Borbón; os
presidentes do Paraguai, Fernando Lugo; da Bolívia,
Evo Morales; da Argentina, Cristina Fernández; da
Colômbia, Álvaro Uribe; do Peru, Alan García, e do
Equador, Rafael Correa, além de vários chanceleres e
diplomatas, não acreditavam no que estava
acontecendo naquele momento. O primeiro que fizeram
foi olhar de maneira discreta as lâmpadas e arranjos
florais do imponente prédio que alberga o Poder
Legislativo chileno, e que delatavam o movimento
telúrico. Depois, entre sorrisos nervosos,
comentavam o acontecido e, finalmente, começaram a
colocar-se em pé, indicou o jornal digital ABC.es.
Mas o nervosismo traiu a muitos dos convidados
que saíram do prédio antes de Piñera entrar, como
dita o protocolo. Numa rápida decisão motivada pelo
alerta de maremoto ditado pelas autoridades da
Marina e da proteção civil, o recém-eleito
presidente chileno decidiu suspender o almoço com
seus convidados, terminando as atividades oficiais.