Granma Internacional Digital
VERSÃO SÓ TEXTO
Havana. Cuba. Ano 16 Segunda-feira,
11 de
Março
de 2013
Perdemos nosso melhor amigo
NO dia 5 de março, ao final da tarde, faleceu o melhor amigo que o povo cubano já teve, ao longo da sua história. Uma chamada via satélite comunicou a amarga notícia. O significado da frase empregada era inconfundível. Ainda que conhecêssemos o estado crítico da sua saúde, a notícia nos golpeou com força. Eu recordava das vezes em que brincou comigo, dizendo que quando ambos tivéssemos concluído a nossa tarefa revolucionária, me convidaria a passear pelo rio Arauca, em território venezuelano, que o fazia lembrar-se do descanso que nunca teve.
Cabe a nós a honra de ter compartido com o líder bolivariano os mesmos ideais de justiça social e de apoio aos explorados. Os pobres são os pobres em qualquer parte do mundo.
"Dê-me Venezuela em que servir-lhe: ela tem em mim um filho", proclamou o Herói Nacional e Apóstolo da nossa independência, José Martí, um viajante que, sem limpar-se do pó do caminho, perguntou onde estava a estátua de Bolívar.
Martí conheceu o monstro porque viveu em suas entranhas. É possível ignorar as profundas palavras que verteu em carta inconclusa ao seu amigo Manuel Mercado, na véspera da sua queda em combate? "... já estou todos os dias em perigo de dar a minha vida por meu país, e por meu dever – posto que o entendo e tenho ânimo com que realizá-lo – de impedir a tempo, com a independência de Cuba, que se estendam pelas Antilhas os Estados Unidos, e caiam, com mais essa força, sobre as nossas terras da América. O quanto fiz até hoje e farei, é para isso. Em silêncio teve que ser, e indiretamente, porque há coisas que, para consegui-las, têm de andar ocultas ..."
Havia passado então 66 anos desde que o Libertador Simón Bolívar escreveu: "... os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a infestar a América de misérias em nome da Liberdade".
Em 23 de janeiro de 1959, 22 dias depois do triunfo revolucionário em Cuba, visitei a Venezuela para agradecer ao seu povo, e ao governo que assumiu o poder depois da ditadura de Pérez Jiménez, pelo envio de 150 fuzis, no final de 1958. Disse, então:
"…a Venezuela é a pátria do Libertador, onde se concebeu a ideia de união dos povos da América. Logo, a Venezuela deve ser o país líder da união entre os povos da América; nós cubanos respaldamos nossos irmãos da Venezuela.
"Falei destas ideias não porque me move alguma ambição de tipo pessoal, ou sequer uma ambição de glória, porque, ao fim e ao cabo, a ambição por glória não deixa de ser uma vaidade, e como disse Martí: ‘Toda a glória do mundo cabe em um grão de milho."
"Assim que, portanto, ao vir falar assim ao povo da Venezuela, o faço pensando honrada e profundamente, que se queremos salvar a América, se queremos salvar a liberdade de cada uma das nossas sociedades, que, ao fim e ao cabo, são parte de uma grande sociedade, que é a sociedade da América Latina; se queremos mesmo salvar a revolução de Cuba, a revolução da Venezuela e a revolução de todos os países do nosso continente, temos que aproximar-nos e temos que respaldarmo-nos solidamente, porque sozinhos e divididos, fracassamos."
Isso disse naquele dia, e hoje, 54 anos depois, o ratifico!
Devo apenas incluir naquela lista aos demais povos do mundo que, durante mais de meio século, têm sido vítimas da exploração e do saque. Essa foi a luta de Hugo Chávez. Nem sequer ele próprio suspeitava quão grande era.
Até a vitória, sempre, inesquecível amigo!
Fidel Castro Ruz
11 de março de 2013
12h35
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Raúl está na
Pátria de Chávez
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Pouco antes de partir
para a Venezuela o presidente cubano fez declarações
à imprensa nacional
Leticia Martínez Hernández e Yaima Puig Meneses
CARACAS, Venezuela.— Por volta das 14horas da quarta-feira, 7 de março, o presidente cubano Raúl Castro Ruz chegou à capital venezuelana para dar o último adeus ao comandante Hugo Chávez Frías, o irmão de lutas, o homem imenso que Cuba acolheu como um filho. Dessa forma, Raúl se junta aos outros presidentes que continuam chegando para honrar o líder invicto desta Pátria resgatada.
Visivelmente empolgado, o general-de-exército desceu do avião até onde o esperava o abraço do chanceler Elías Jaua, quem agradeceu a Raúl por ter vindo. "Graças a vocês por tudo aquilo que fizeram", retrucou o líder cubano que depois caminhou pelo tapete vermelho e recebeu a saudação militar correspondente a seu alto cargo.
No aeroporto internacional Simón Bolívar, de Maiquetía, também estavam o ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez e o embaixador de Cuba na Venezuela, Rogelio Polanco.
Quando já caía a noite, o general-de-exército chegou à Academia Militar, situada no forte Tiuna onde está sendo velado o corpo do comandante bolivariano. Ali cumprimentou os familiares, foi especialmente afetuoso com a mãe do mandatário venezuelano, a senhora Elena Frías, a quem abraçou e consolou durante vários minutos. Depois, se aproximou do caixão que guarda o corpo de Chávez, fez continência e os aplausos invadiram o lugar.
Um dos momentos mais empolgantes da jornada foi quando a equipa médica que atendeu a Chávez fez um plantão de honra ante seu corpo. O vice-presidente executivo Nicolás Maduro agradeceu-lhes reiteradamente, enquanto pedia vivas para Fidel e Raúl.
Na manhã desta histórica sexta-feira, 8 de março, Raúl participará no funeral de Estado e, em nome de Cuba toda, honrará o comandante bolivariano, esse que viveu para lutar e que continuará vivo conduzindo cada uma das próximas batalhas.
CHÁVEZ ENTROU PELA PORTA GRANDE DA HISTÓRIA
Chávez partiu invicto, vitorioso, invencível, assegurou o general-de-exército Raúl Castro Ruz, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, ao meio-dia de 7 de março, minutos antes de partir para a Venezuela, para despedir o histórico líder bolivariano, gigante do pensamento e da ação que foi Hugo Chávez.
Ao comentar acerca das emoções experimentadas na manhã da quinta-feira, ao chegar à Praça da Revolução Antonio Maceo, da cidade de Santiago de Cuba, junto com outros dirigentes do Partido e do Governo da província, o presidente cubano destacou a tristeza que existia no povo. "Nos comentários que escutei cedo na manhã de alguns moradores de Santiago de Cuba, percebia-se que todos experimentavam esses mesmos sentimentos", assinalou.
"E nesse momento as primeiras lembranças que vieram a minha mente", segundo confessou, "estavam relacionadas com os acontecimentos que este indômito povo viveu, em dezembro de 2007, quando as ruas desta cidade se encheram de gritos e lemas para receber o presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías. Então — lembrou Raúl — o povo mostrava um grande carinho e alegria, contraste, como é natural, com a tristeza que observei hoje, com as imagens que vi na televisão, brevemente, a partir das primeiras horas da manhã, na capital, nas capitais das províncias", afirmou.
"E assim acontece não só em nosso país, vemos a mesma situação em Caracas, durante a passeata gigante que ontem acompanhou os restos de Chávez até a Academia Militar no Forte Tiuna. Mas o povo de Caracas também se mostrava combativo, dizendo lemas, inclusive até canções de firmeza revolucionaria. Era lógico que assim acontecesse pelo que Chávez representou.
"Porque de Chávez poderíamos estar falando horas, inclusive dias, e assim com certeza será no futuro", afirmou Raúl.
Ao se referir ao legado deixado a nossos povos pelo líder bolivariano, o general-de-exército destacou a importância de que nosso povo não recue em tudo aquilo que conseguimos avançar com a sua influência nestes poucos anos. "Resulta vital —valorizou — continuar lutando pela unidade do povo cubano e do venezuelano, mas também doutros povos latino-americanos e caribenhos".
E como selo empolgante destas históricas palavras, o presidente cubano frisou: "Chávez entrou pela porta grande na história e ninguém poderá fechar essa porta nem esquecer o que aconteceu. O povo venezuelano saberá defender suas conquistas, e nós, como até agora, estaremos junto a eles, com o joelho na terra".
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NOSSO povo prestará hoje sentida e patriótica homenagem ao querido presidente venezuelano Hugo Rafael Chávez Frias, em meio a profunda dor e consternação pela morte do entranhável líder da Revolução bolivariana. O memorial José Martí será o sítio onde os povoadores da capital poderão assistir, entre as 8 da manhã e as 20h00, enquanto em todas as sedes provinciais e na Ilha da Juventude, a população ta mbém prestará o tributo de respeito e carinho ao inesquecível comandante.
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Jornadas de homenagem a um guerrilheiro poeta e seus homens
• Raúl
rendeu tributo ao inesquecível comandante da Revolução Juan Almeida Bosque e a
seus companheiros de luta, no 55o aniversário da fundação do Terceiro
Front Oriental “Doctor Mario Muñoz Monroy”
Yaima Puig Meneses
TERCEIRO FRONT, Santiago de Cuba.— Até o coração destas montanhas, no local onde se levanta hoje o Mausoléu para o repouso eterno dos combatentes do Terceiro Front Oriental "Doctor Mario Muñoz Monroy", chegou no amanhecer de 6 de março o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, para render tributo ao inesquecível comandante da Revolução Juan Almeida Bosque, líder incontestável deste Front, e a seus companheiros de luta.
Pareceria que tudo volta a ser como 55 anos atrás, mas ao mesmo tempo é diferente. A bruma que se foi dissipando por entre as silhuetas das montanhas cede passo à melodia do poema sinfônico Dedicación, composto pelo comandante Almeida, a cujo ritmo se situou a guarda de honra para custodiar os restos mortais do entranhável guerrilheiro.
Depois, como mostra de respeito aos combatentes deste Front, tombados durante a gesta revolucionária e aos mortos no decurso de mais de meio século da Revolução Cubana, o corneta tocou silêncio. A uma pioneira, um cadete e um combatente, representando as diversas gerações de cubanos, coube a honra de desdobrar as fitas das oferendas florais depositadas aos mártires: uma em nome do líder histórico da Revolução Cubana Fidel Castro Ruz, outra do general-de-exército Raúl Castro Ruz e a terceira em nome do povo todo.
Até o mais leve pestanejo parecia sacrilégio. A brisa melancólica trazia e levava os acordes de um tempo de heróicas façanhas, muitas vezes anônimas, enquanto Raúl depositava uma rosa branca no túmulo do comandante da Revolução Juan Almeida. Depois os familiares, amigos, companheiros de luta fizeram isso, para assim render homenagem também ao resto dos combatentes.
CONTINUIDADE: O MELHOR TRIBUTO DAS JOVENS GERAÇÕES
Minutos depois da singela cerimônia entre as montanhas ressoaram as notas de nosso Hino Nacional, ao tempo que retumbou o disparo das 21 salvas de artilharia, em sinal de respeito e homenagem aos tombados. Começou assim o ato político e cerimônia militar, por ocasião do 55o. aniversário da fundação do Terceiro Front Oriental, presidida pelo general-de-exército Raúl Castro Ruz.
Presentes também o segundo chefe deste Front guerrilheiro, comandante da Revolução Guillermo García Frías e o vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez.
Comovidos com o desaparecimento físico do amigo e guia incontestável de Nossa América que foi o líder bolivariano Hugo Chávez Frías, iniciaram suas palavras os diferentes oradores. Nelas também não faltou o compromisso dos mais jovens de defender as conquistas que trouxe a estas terras a Revolução Cubana e o agradecimento eterno a quem fez possível tantos sonhos.
“A história pode nos surpreender sempre”, salientou o vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros nas palavras centrais deste ato. “Chegamos até aqui por nosso passado, e ela apareceu dolorosamente saída do presente, como para nos advertir que o que agora mesmo acontece não pode ser separado da raiz que nos nutre e nos integra. Dói dizer isso embora tenham decorrido horas: morreu Chávez! Morreu um justo!, diria Martí”, expressou o também membro do Bureau Político do Partido.
“Deste sagrado lugar sejam nossas primeiras palavras para a família Chávez que é a grande família venezuelana e latino-americana”, enfatizou.
“Ficamos abalados ao caminhar estas montanhas às quais, há mais de um século, entrou a história. Trememos ao acompanhar, neste tributo, à geração histórica e falar deste próximo local ao Mausoléu erguido em honra aos combatentes do Terceiro Front Oriental”, disse Díaz-Canel Bermúdez.
Em suas palavras lembrou também várias das façanhas levadas a cabo, 55 anos atrás, pelo povo da zona e pela tropa guerrilheira, sob o comando do lendário Comandante Almeida, o cantor dos expedicionários do iate Granma; o companheiro leal de Fidel e Raúl; o homem que passou à história como “síntese de Cuba, de suas raças e suas lutas, de suas rebeldias e suas conquistas”.
“As ideias justas e corajosas que Almeida e seus homens defenderam significam continuidade: o melhor tributo que podemos render às novas gerações”, afirmou o vice-presidente cubano.
Concluiu assim este sentido tributo aos heróis, selado com a voz do general-de-exército em meio das montanhas: Até a próxima! Viva Almeida!
NO MUSEU DO TERCEIRO FRONT ORIENTAL “DOUTOR MARIO MUÑOZ MONROY”
Pouco depois, o presidente cubano se dirigiu ao povoado Cruce de los Baños para deixar inaugurado o Museu do Terceiro Front Oriental “Doutor Mario Muñoz Monroy”, no qual se exibe uma ampla mostra de objetos, armas e fotos relacionados com a vida e obra de Juan Almeida Bosque, que foi um extraordinário líder político, homem íntegro e entranhável amigo.
Durante o percurso pela instalação, o general-de-exército escutou atentamente a explicação oferecida por especialistas da instituição e relembrou diferentes anedotas daqueles dias de luta na Serra Maestra.
Entre outros pertences de Almeida, o museu preserva algumas das condecorações recebidas, como o Título de Herói da República de Cuba e as patentes de Comandante da Revolução, o uniforme de campanha utilizado na Serra Maestra, sua rede e outras prendas de vestir que lhe pertenceram.
A instalação expõe, também, mapas nos quais se mostra o desenvolvimento dos combates ocorridos no Front, fotos históricas de diferentes momentos da luta na Serra e depois do triunfo da Revolução, o pequeno canhão que fazia parte da artilharia rebelde e que jocosamente os guerrilheiros chamavam de “Rupertico” pelo nome do combatente que o construiu, assim como outros objetos entregados por integrantes do Front e familiares dos falecidos.
Em referência à obra que aqui se resguarda, o general-de-exército considerou magnífico o novo Museu e agradeceu as explicações de seus interlocutoras, deixando-lhes o desafio de continuar enriquecendo esta nova instalação, onde se preservam marcas importantes de nossa história.
Pouco antes de concluir a jornada e visivelmente empolgado, Raúl escreveu na primeira página do livro de visitantes: “Honra e glória ao comandante da Revolução Juan Almeida Bosque e a sua obra grandiosa em toda sua vida, do ataque ao quartel Moncada, seu grito imortal na Alegría de Pío até fazer uma bela canção de amor. De seus irmãos, Raúl Castro e Guillermo García”.
Ficaria selado assim outro glorioso dia para a história cubana, dia de lembrança e homenagem, não apenas aos grandes heróis cujos nomes repete como talismãs uma e outra vez nosso povo, também às centenas de heróis anônimos que com seu desempenho diário continuam escrevendo a história.
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Machado Ventura assina livro de condolências por morte de Hugo Chávez
COMO uma grande perda “para todos, para o povo venezuelano, para a América Latina e em especial para os cubanos” qualificou o vice-presidente do Conselho de Estado e segundo secretário do Comitê Central do Partido, José Ramón Machado Ventura, a morte do presidente venezuelano Hugo Rafael Chávez Frias.
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DECLARAÇÃO DO GOVERNO REVOLUCIONÁRIO
Até sempre, comandante
COM profunda e dilacerante dor, nosso povo e governo revolucionário conheceram da morte do presidente Hugo Rafael Chávez Frias, e se preparam para prestar-lhe sentida e patriótica homenagem, em sua entrada na História como prócere da Nossa América.
Expressamos sinceras condolências a seus pais, irmãos, filhas e filho e a todos seus familiares que já são nossos, como Chávez também é filho de Cuba e da América Latina e o Caribe, e do mundo.
Neste momento de tristeza profunda, compartilhamos os mais entraháveis sentimentos de solidariedade com o irmão povo venezuelano ao qual acompanharemos em todas as circunstâncias.
A Revolução Bolivariana terá nosso apoio resoluto e irrestrito, nestas jornadas difíceis.
Aos nossos companheiros da direção político-militar bolivariana e do governo venezuelano, reiteramos nosso apoio, alento e fé na vitória,
O presidente Chávez foi protagonista de uma batalha extraordinária, ao longo de sua jovem e fecunda vida. Sempre vamos lembrá-lo como militar patriota a serviço da Venezuela e da Pátria Grande; como honesto, lúcido, ousado e valente lutador revolucionário; como líder e comandante supremo que reencarnou em Bolívar, para fazer o que ele não conseguiu terminar; fundador da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América e da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos.
Sua heróica e denodada luta contra a morte é um exemplo insuperável de firmeza. A entrega admirável de seus médicos e enfermeiras tem sido uma proeza de humanismo e consagração.
O retorno do presidente à Pátria venezuelana, que tanto quis, mudou a história. “Temos pátria”, exclamou Chávez com emoção, em 8 de dezembro passado, e retornou a ela para enfrentar os maiores riscos que a doença impunha. Nada e ninguém poderão arrebatar ao povo venezuelano a Pátria resgatada.
A obra de Chávez aparece invicta ante nós. As conquistas do povo revolucionário que o salvou do golpe de abril de 2002 e o seguira sem hesitar, são irreversíveis.
O povo cubano sente Chávez como um de seus mais destacados filhos e o admirou, acompanhou e quis como próprio. Chávez também é cubano! Sentiu em sua própria carne nossas dificuldades e problemas e fez quanto pôde, com extraordinária generosidade, especialmente nos anos mais difíceis do Período Especial. Acompanhou Fidel como um filho verdadeiro e sua amizade com Raúl foi entranhável.
Brilhou nas batalhas internacionais ante o imperialismo, sempre em defesa dos pobres, dos trabalhadores, dos nossos povos. Enaltecido, persuasivo, eloquente, engenhoso e empolgante, falou desde as entranhas dos povos, cantou nossas alegrias e declamou nossos versos apaixonados com otimismo perene.
As dezenas de milhares de cubanos que trabalham na Venezuela lhe prestarão homenagem com o cumprimento fervente do dever internacionalista e continuarão acompanhando com honra e altruísmo a epopeia do povo bolivariano.
Cuba guardará lealdade eterna à memória e ao legado do comandante presidente Chávez e persistirá em seus ideais de unidade das forças revolucionárias e de integração e independência da Nossa América.
Seu exemplo nos guiará nas próximas batalhas,
Até
a vitória sempre!
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Conselho de Estado declara Luto Oficial e Nacional
COM motivo do falecimento do companheiro Hugo Rafael Chávez Frías, presidente da República Bolivariana da Venezuela, o Conselho de Estado da República de Cuba decretou o seguinte:
Primeiro: Declarar Luto Oficial a partir das 6h00 do dia 6 de março, até as 24h00 do dia 7 de março.
Segundo: Declarar Luto Nacional no dia 8 de março.
Enquanto estiver vigente o Luto Oficial, a bandeira nacional será içada a meia haste nos edifícios públicos e estabelecimentos militares.
Durante a vigência do Luto Nacional, estão suspensos todos os espetáculos públicos e atividades festivas.
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Homenagem póstuma ao
presidente Hugo Rafael Chávez Frías
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A ALBA é uma realidade consolidada
CARACAS. — A ALBA é uma realidade consolidada no político e no econômico, porque está composta por governos “revolucionários, bravos e corajosos”, assegurou o vice-presidente executivo da Venezuela, Nicolás Maduro, ao intervir no 10o. Conselho Político dessa aliança regional.
A respeito do avanço do Sistema Unitário de Compensação Regional (SUCRE) — a moeda virtual utilizada para o comércio entre os países da Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América-Tratado de Comércio com os Povos (ALBA-TCP) —, Maduro salientou que “é viável, necessário e possível ter um sistema monetário próprio”.
As forças progressistas e anti-imperialistas da região reunidas na ALBA reafirmaram que face à destruição, a guerra, a crise econômica, social e política que gera o capitalismo, levanta-se uma alternativa de salvamento e preservação da humanidade da América profunda, noticiou a PL.
CUBA REAFIRMA SOLIDARIEDADE COM O PRESIDENTE VENEZUELANO
Por seu lado, Cuba reafirmou sua solidariedade com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no contexto da celebração do 10o. Conselho Político da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA).
Trago o abraço solidário do líder da Revolução cubana, Fidel Castro, do presidente Raúl Castro e do governo e povo da Ilha ao presidente Hugo Chávez, que luta pela recuperação de sua saúde com valor e determinação, disse à Prensa Latina o chanceler cubano, Bruno Rodríguez.
Nesse sentido, Rodríguez asseverou que Cuba expressa seu respaldo ao presidente, à Revolução que dirige e ao povo venezuelano que ciente das conquistas atingidas fez irreversíveis os avanços do processo bolivariano, apesar das ameaças de desestabilização e de agressões externas e internas.
O chanceler também mostrou sua satisfação perante as mostras de simpatia expressas na reunião do bloco regional pela ratificação de Raúl Castro como presidente de Cuba.
Tais
ações revelam a aceitação à diversidade e à maneira
soberana em que o povo cubano se pronunciou com a
reeleição de Raúl Castro na instalação duma nova
assembleia, considerou.
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CÂMARA DO COMÉRCIO DE CUBA
Meio século de relações entre o empresariado cubano e o mundo
Livia Rodríguez Delis
A Câmara do Comércio de Cuba completou meio século de sua fundação, com novos brios e metas, em seu acionar como ferramenta para garantir as relações empresariais da Ilha com o mundo.
A celebração ficou referendada com o cancelamento dum selo postal, baseado na união de Mercúrio, deus do comércio, com uma tremulante bandeira cubana, e o logótipo da Câmara para reforçar seu compromisso com o empresariado cubano e o desenvolvimento socioeconômico da nação.
A presidenta da Câmara de Comércio de Cuba, Estrella Madrigal, qualificou de importante e emotivo este fato, pois ratifica a continuidade duma instituição que foi renovada depois do triunfo da Revolução, acontecimento histórico que lhe impregnou valores como a justeza e o dever social.
Criada em 1963, mediante a lei 1091, a entidade cresceu no seu objetivo de encaminhar para as melhores alternativas o desenvolvimento da atividade empresarial, levando em conta as possibilidades de negócios em nível internacional.
Seus serviços abrangem o setor empresarial cubano e os homens de negócios estrangeiros interessados em investir na Ilha ou explorá-la como país de negócios.
Entre os momentos significativos da instituição destacam, durante estes 50 anos, sua afiliação à Câmara de Comércio Internacional, em 1998, figurar como membro da Associação Mundial de Centros de Comércio, desde 1980, e sua integração à Associação Europeia para a Numeração de Artigos, que possibilitou a abertura, em 1991, de sua sede em Cuba para a atribuição do código de barras a produtos manufaturados cubanos.
Com a ativa participação em feiras internacionais, organização de exposições na Ilha e a presença de exposições mundiais com pavilhões de produtos e serviços nacionais, a instituição teve um processo acelerado de desenvolvimento na quarta década de sua existência.
As relações com as nações do Caribe fortaleceram-se com numerosas ações, entre as quais se podem mencionar a afiliação da Câmara à Associação Caribenha de Indústria e Comércio, a celebração da 8ª Conferência Cuba-Caribe e a constituição do Comitê Empresarial Cuba-Caricom, bem como a participação em feiras do Caribe, a organização de missões empresariais e o papel de destaque na Expocaribe.
Um sucesso desta organização também tem sido a criação da Corte Cubana de Arbitragem Comercial Internacional, uma alternativa para a solução de conflitos, aproveitando a experiência de mais de 40 anos que a Ilha tem nesse tema.
Não deixa de ter prioridade a organização da Feira Internacional de Havana, que no ano passado foi uma das mais importantes pela celebração de sua 30º edição, considerada a maior da ultima década.
Neste meio século, a Câmara do Comércio de Cuba evoluiu na promoção das exportações de bens e serviços cubanos, a atração de capital estrangeiro e o desenvolvimento de diferentes modalidades de negócios, que garantam o acesso a novas tecnologias, novos mercados e financiamentos, favorecendo o desenvolvimento industrial e a substituição de importações do país.
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Legislador estadunidense qualifica de obsoleta política contra Cuba
“O governo dos Estados Unidos mantém uma política obsoleta contra Cuba, que tem fracassado durante anos, considerada uma relíquia da Guerra Fria”, afirmou o congressista norte-americano James McGovern.
McGovern, que recentemente veio a Havana como parte duma delegação, declarou à rede televisiva CNN que seu país deve reavaliar e ter uma política mais madura com a Ilha, para poder pensar na normalização das relações, noticiou a PL.
O representante de Massachusetts expressou que até o momento a atitude de Washington não permitira derrubar as “barreiras que criam a paranóia”. McGovern reiterou que “está na hora de voltar a avaliar nossa política”.
Durante sua estada em Havana, os legisladores, liderados por Patrick Leahy, presidente pro-tempore do Senado e de seu comitê judicial, foram recebidos pelo presidente cubano, Raúl Castro.
“Nas conversações — explicou McGovern — foram tratados vários temas, incluindo as restrições das viagens e o bloqueio econômico e comercial que por mais de cinco décadas sucessivas administrações norte-americanas têm imposto a Cuba”.
O legislador admitiu que em cinco cárceres de seu país “há cinco cubanos presos por transmitir informação sobre atividades (violentas) de cubano-americanos” e que durante as conversações, Raúl Castro ratificou que “esses Cinco cubanos não merecem estar no cárcere”.
Por sua vez, Patrick Leahy, em declarações ao programa State of the Union, da CNN, disse que “não faz sentido” manter Cuba na lista de países que promovem o terrorismo, referiu a AFP. O bloqueio dos Estados Unidos, em vigor desde os anos 60, é outro tema que também pode ser revisto, acrescentou o senador.
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ÁREA PROTEGIDA LAGOA DE GUANAROCA-GAVILÁN
A natureza em estado de graça
Julio Martínez Molina
CERCA de 3.400 hectares terrestres e marinhos ocupa a Área Protegida de Refúgio lagoa de Guanaroca-Gavilán, situada nos municípios de Cienfuegos e Cumanayagua, na província Cienfuegos, no centro do país. Ali se abrigam e protegem muitas espécies, entre as quais chama a atenção uma colônia integrada por quase 1.600 flamingos cor-de-rosa.
O local — ao cuidado da Empresa Nacional de Conservação de Flora e Fauna — é hábitat de 190 espécies de aves, de sete de mamíferos, de três de anfíbios, de nove de répteis, de 600 de moluscos marinhos — além de terrestres ou de água doce — e 120 variedades de peixes, crustáceos e quelônios.
Ali convive nossa ave nacional, o tocororo (Priotelus Temnurus), junto a cartacubas (Todus multicolor), beija-flores (Chlorostilbon ricordii), sabiás (Mimus polyglottos), cucos-lagarteiros (Saurothera merlini), papa-moscas (Empidonax trailli), seis classes de bijiritas (Parulidae), pomba-trocal (Zenaida auriculata), solivios, patos, garças (Ardea herodias), pelicanos (Pelecanus erythrorhynchos), biguá (Phalacrocorax brasilianus) e alcatrazes (Pelecanus occidentalis).
“As aves se classificam entre as residentes de verão ou inverno, as estacionárias e as endêmicas permanentes”, indica o técnico Gustavo Pérez Rodríguez.
O especialista Osvaldo Díaz Curbelo fala acerca da existência de florestas naturais ou plantadas, em solos anfitriões de aproximadamente 70 espécies endêmicas. “Destaque para o mogno, o jenipapo, o gumbo-limbo (Bursera simaruba), brasilete (Picramnia antidesma Sw) e mangue vermelho; além dos grandes plantios feitos do soplillo (Lisiloma latisiligua)”, sustenta o diretor da Área Protegida, José Arlim Reyes Rosell.
Arlim Reyes, ainda, fala da existência de doze projetos de proteção ao meio ambiente. Ressalta que a lagoa de Guanaroca (de 3.038 hectares, a sudoeste de Cienfuegos, com águas doces e salgadas, procedentes, a duas mãos, do rio Arimao e do Mar Caribe), representa o orgulho da área e destaca por sua biodiversidade.
“O nome de Guanaroca provém da voz aborígine para representar a Lua, transladada a uma rica lenda local”, lembra.
A estada em suas águas, durante todo o ano, de flamingos cor-de-rosa, outorga esplendor à paisagem. Essas aves emigram da Flórida e chegam aqui, para depois continuar rumo ao rio Máximo ou às ilhotas do norte. Ao procriarem os adultos partem; mas ficam os jovens, acrescenta o especialista. “Ou seja, sempre há”.
“É o local de Cuba onde o visitante pode vê-los mais de perto, estão acostumados aos barcos e às câmeras, graças ao silêncio mantido e ao respeito a seu hábitat”.
A lagoa, que engloba os Labirintos dos Naturais, a ilhota Ocampo e outras ilhas menores no interior da baía de Jagua, é considerada o ‘útero’ do mencionado estuário, “porque nesta extensão lacustre desova grande variedade de peixes”, afirma o técnico Héctor Almaguer Valdivié, com 14 anos de permanência aqui.
DRAGAGEM E PLANTIO DE MANGUES
O diretor da Área, José Arlim, sublinha a ativação de doze projetos para a preservação da flora, da fauna e do ecossistema geral, todos desenvolvidos por especialistas do enclave, entre os quais ressaltam os de aves, répteis, florestais, manejo de florestas, manguezais e desobstrução de canais para reduzir a salinização e favorecer a entrada de água doce dentro da lagoa.
“A dragagem é manual, extraímos a sujeira dos canais do rio Arimao que alimentam a lagoa, sedimentados pelo efeito das correntes ou de ciclones como Michelle e Lili.
“A capina de 3 mil metros lineares dos canais — prossegue — , propiciou o acesso mais rápido da água e contribuirá a baixar de modo paulatino a salinidade, ascendente nos últimos anos, cujo virtual aumento poderia repercutir no abandono parcial de espécies como o camarão (Guanaroca é o maior criadouro da espécie aqui), a lisa, a safia (Diplodus vulgaris), o robalo (Centropomus undecimalis), a tilápia ou outras.
“Ao reduzir-se o volume do líquido como consequência da lama acumulada, as árvores partidas em seu leito ou os escoamentos de areia se afeta o espelho de água de Guanaroca, daí a importância de semelhante atividade”, significa Héctor.
“A elevação progressiva dos níveis de sedimentação provocou que, nalgumas etapas, em perímetros da superfície lacustre a profundidade não superasse os 50 centímetros ou o metro; embora a média geral seja de quatro metros”, indica seu colega Gustavo.
Justamente ele está a cargo do projeto de plantio de manguezais, mediante o qual já plantaram na lagoa duas mil mudas, só em 2012.
Guanaroca possui a barreira de mangues mais conservada do país.
“Agora se trabalha em várias linhas. Além do incremento florestal de todo o patrimônio geográfico, estão prontas duas parcelas para a expansão de cutias e iguanas”, expressa José Arlim, o diretor desta Área: uma das autênticas joias da natureza cubana.
Diretor Geral: Lázaro Barredo Medina. Diretor
Editorial: Gustavo Becerra Estorino
HOSPEDAGEM:
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